quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre o fim de ano que já chegou

Você sai do trabalho, corre para o metrô, entra no vagão mais ou menos lotado (tenho sorte que quase todo mundo desce uma estação antes da que eu subo) e fica lá, parada, ouvindo sua musiquinha bem de boas.

Nessa hora lembra que não tem nada pra comer na sua casa (obviamente tem muita comida, mas não a que você quer), e ai decide dar um pulinho no supermercado pra comprar uma série de porcarias comidas saudáveis. Quando você atravessa a porta, dá de cara com um estande cheio de panetones. Sua mente entra em colapso porque você percebe que o fim do ano já chegou e que o Maroon Five que tá tocando logo será substituído pela Simone #triste

Tão verdade, Padre...


Nessas horas, eu sempre me lembro meio tristinha daquela listinha de começo de ano, com todas as promessas que eu jurei que cumpriria, porém desisti de tentar ainda em junho. Maaaaas, como ainda tem mais dois e meio três meses pela frente, não me darei por vencida! Aqui vão três metas:

1- Voltar para minhas séries! 
Tem um monte na minha lista(ona)! Penny Dreadful, Orphan Black, Man Seeking Woman, Supernatural, Breaking Bad, True Detective, Gotham, Mozart in the Jungle (alô, Gael Garcia Bernal, eu juro que não me esqueci de você) e contando…

Eu assim que terminar as maratonas

2- Voltar para Paraty! 
Meu amor, melhor lugar do mundo, espera que eu tô chegando (eu acho) pras suas praias incríveis, pros seus restaurantes maravilhosos e pro seu bombom de nozes que eu queria morar dentro de tão bom que é.

É assim que me comporto em praias no geral


3- Voltar para o Teatro! 
Tava bem afastadinha, pensei que nossa relação talvez estivesse acabada para todo o sempre e tal. Mas ai as crianças do trabalho voluntário me pediram ajuda pra montar uma peça de fim de ano, e pra preparar umas atividades eu fui ler Boal e seus exercícios do Teatro do Oprimido. Bateu forte o amor de novo...

Eis a questão, e etc.

Se vou cumprir as promessas? Não faço a menor ideia. Mas se não der, tudo bem, ainda tem 2016 todinho pra isso!









domingo, 4 de outubro de 2015

Sobre Castelo Rá-Tim-Bum (ou o dia que conheci Cao Hamburger)

Na época da escola eu era daquelas que sentavam na primeira fila e tinham as respostas para todas as perguntas na ponta da língua, uma coisa meio Hermione Granger, sabe? (inclusive os mesmos cabelos mal penteados e tal, porém com os óculos do Harry Potter).



Daí que na 6ª série eu acabei ganhando as “Olímpiadas de Matemática” (risos), e tive como prêmio participar de um bate-papo com o Cao Hamburger, diretor do Castelo Rá-Tim-Bum. Foi assim: eu, um amiguinho e a diretora da escola fomos para um teatro (acho que era um teatro) sem ter a menor noção do que aconteceria lá. Entramos, sentamos e esperamos uns minutinhos. De repente tudo ficou escuro e na tela montada lá na frente começou a passar o filme do Castelo. Achei ótimo e tive certeza que tudo terminaria ali. Mas não, depois do filme surgiu o Cao para tirar todas as nossas dúvidas sobre o filme (tipo, cadê Celeste?).

Um rosto = minha infância. Cao s2


Eu tenho um probleminha quando conheço pessoas que eu admiro muito: simplesmente travo! Foi assim com a Sandy, e foi assim com o Cao. Não consegui fazer uma mísera perguntinha. Baita arrependimento! Mas me diverti e aprendi muito com ele naquele dia. Cao é muito gentil e paciente (como imagino que todo mundo que tem um trabalho tão incrível para/com crianças deveria ser). Para a minha sorte, uns meses depois ele participou do Chat Uol (olha eu entregando a idade :P ), e aí pude fazer minha pergunta — e sim, ele me respondeu :) 

Tô aqui falando de Cao e de Castelo por motivos de: 

1 – é mês das crianças! 

2 – simplesmente amo Castelo Rá-Tim-Bum, a série e o filme. É inteligente, divertida e fora dos padrões. Amo que Nino não tem uma família tradicional, como essas que querem encaixar como a "correta". Ele é criado pelo tio e pela tia-avó e tá tudo bem!

Exemplo da família tradicional brasileira, formada por pessoas que estão juntas e tão felizinhas (segundo o padrão Jout Jout de família, que eu considero o ideal)


Acho incrível como o programa consegue ensinar sem entediar, e colocar de maneira tão simples assuntos importantes como mudanças climáticas e preconceito. E também é fantástico o bom uso dos personagens folclóricos, como a Caipora. 

3 – Esses dias tava zapeando e acabei assistindo o novo projeto do Cao, Que Monstro te Mordeu. É lindo, é colorido (fiquei embasbacada com a fotografia), fala sobre aceitação ao próximo e ainda tem uma vibe Onde Vivem os Monstros. Como quase não tem mais programas pras crianças na tv aberta, fico feliz que ele não tenha desistido dos pequenos!



Ah, e tem Clarice Falcão na trilha sonora! Tô aqui catando meu leite com Toddy e minha bolacha Passatempo pra fazer maratona.