terça-feira, 31 de março de 2015

O que aprendi com o Lupin

Estou lendo Harry Potter (de novo, e mais uma vez). E aí que se tem um personagem que despertou minha empatia desde o primeiro momento, ele foi o Remo Lupin. Sem nem saber da história dele, já me apeguei muito ao personagem quando ele salvou o Harry dos Dementadores no Expresso de Hogwarts. E nos filmes, que linda a escolha do David Thewlis para interpretar o personagem!


Como já faz um tempão que tô pra escrever sobre HP aqui, achei que seria muito justo começar com um dos meus personagens mais queridos, mostrando tudo que a história dele me ensinou.

Bora? Bora!

Jamais subestime o amor de seus amigos
~Spoiler~ Remo Lupin é um lobisomem desde os nove anos de idade e, por conta disso, teve uma infância reclusa. Quando começou a frequentar Hogwarts, fez amizade com Sirius, Tiago e Rabicho, mas não teve coragem de contar a eles sobre sua transformação, com medo que se amedrontassem e se afastassem dele.

Ao descobrirem sobre a condição de Lupin, os Marotos aprenderam magia avançada para se transformarem em animagos e poderem estar ao lado do amigo nos momentos difíceis. 

Muito amor por esses três (mals, Pettigrew).

Chocolate para trazer a felicidade de volta
Já sabe, quando aquele Dementador vir e tirar toda a sua alegria e vitalidade, coma um pedaço de chocolate. Funcionou com o Harry. Eu juro!

É que o chocolate  possui a feniletilamina, que age estimulando a produção de serotonina, ou molécula da felicidade", no cérebro. 

Copiando para o meu aniversário...

Sentir medo de sentir medo é algo muito sensato
Pelo menos é isso que o Lupin diz pro Harry em um conversa, quando o bruxo pergunta ao professor o porquê de não poder ter enfrentado o Bicho-Papão. Lupin temia que o maior medo de Harry fosse de ~Você Sabe Quem~, mas na verdade, ele temia os Dementadores, ou o fato de sentir medo deles.


Seja criativo!
Um pequeno diálogo:
Lupin:
— É a qualidade de nossas convicções que determina o sucesso, mais do que o número de seguidores.
Shacklebolt:
— Quem disse isso?
Lupin:
—Eu
~faz cara de intelectual~
Nunca desista do amor verdadeiro
Na verdade o Lupin quase desistiu, mas aí o Harry deu um jeito nele. Imagina se ele tivesse desistido? Não teríamos o casal mais legal da saga. Um lobisomem + uma metamorfomaga = amor eterno, amor verdadeiro ~until the end~

Mas sério, Lupin também teve suas fraquezas, afinal, não deve ser nada fácil passar a vida sem ser aceito (e, acredito, até mesmo sem se aceitar). Mas a Tonks, toda diferentona, deu uma força pra ele, e o resto é história...


Claro, tem mil outras coisas que aprendi e que amo em Lupin. Sei lá, me identifico com ele, sabe?

E aí, qual seu personagem favorito de HP?


sexta-feira, 20 de março de 2015

Sobre São Paulo

Amor e ódio: essa é a perfeita descrição dos meus sentimentos por essa cidade.

Quando me mudei para cá, depois de dezoito anos morando em uma cidade com menos de 50 mil habitantes, foi difícil me acostumar com o caos que SP pode ser (principalmente em dia de greve do metrô).

Mas depois de algum tempo vivenciado toda a diversidade que ela possui, você agarra um amor tão grande por isso aqui que não consegue abandonar. Acreditem, eu bem que tentei, mas menos de um ano depois tava de volta, com o rabinho entre as pernas e pedindo pra cidade me acolher de novo. E ela acolheu.

E para explicar melhor tudo que SP significa pra mim, nada melhor do que usar listas, não é mesmo, mores?

Bora lá!

Pão na chapa com pingado  
Sabe aquele episódio de HIMYM que eles falam que para ser nova-iorquino você tem que ter roubado o táxi de alguém, chorado no metrô e esmagado uma barata com a mão? Então, o mesmo se aplica à SP no quesito pão na chapa com pingado. Quer se sentir paulista de verdade? Corra pra padaria mais próxima e peça a iguaria!

*** salivando *** 

Dias de chuva
O trânsito fica um caos, o metrô nem se fala, mas aff, é tão bonita as luzes do Centro da cidade refletidas no chão molhado.

Sou louca pelo Centro, de verdade. Imaginem a minha felicidade ao trabalhar por ali, bem pertinho da Galeria do Rock, há uns anos atrás! Todo dia eu fazia questão de passar em frente ao Theatro Municipal, que é coisa muito linda. Aff (2)...  


Olha essas luzes *-*

Virada Cultural
Você sai de sua casa, vai até o Centro, e a cada esquina encontra um palco diferente. Cada um deles traz artistas de todos os estilos, ritmos e linguagens. Isso tudo por 24h. Sério, conto os dias para a Virada Cultural.

O show principal da minha 1ª Virada Cultural foi a Maria Rita. Sambei muito, mesmo sem saber sambar.

Programas Culturais

Exposições, shows, peças, etc, etc, para todos os gostos e bolsos! Assisti performances incríveis pelo preço de zero dilmas. Claro, também tem muita coisa cara, tipo o cinema (tá uns 35 reais e a pipoca nem é incluída), mas pra tudo se dá um jeitinho (quarta-feira as sessões são mais baratas. viva!).

Ah, e as programações das Bibliotecas Municipais são totalmente gratuitas (como trabalhei lá, sei que é tudo de muita qualidade).


Amor e saudade desse lugar

Grafite

90% das vezes que preciso sair, utilizo o ônibus. Sou daquelas que adoram sentar na janela pra ficar apreciando a vista, mesmo que eu já tenha passado por ela várias vezes. E sabe o motivo de nunca me cansar das paisagens dessa selva de pedras? O colorido que os grafites estão dando a tudo. Fico analisando os traços, tentando entender como eles foram feitos, por onde os artistas começaram a desenhar, essas coisas.

Eu - Pato Donald - SP
Enfim, essas são algumas das coisas que mais gosto em SP, que apesar de ser caótica, é minha cidade querida!



quinta-feira, 12 de março de 2015

Sobre transformar a minha vida em uma série

Olha, nunca tinha pensado nesse assunto, mas a proposta estava feita e eu não queria dizer não!
Então, como seria minha vida se ela fosse uma série?

Bom, talvez ela fosse um pouco pro lado do terror, falando sobre a Anizia, minha amiga imaginária de infância. Minha mãe conta que toda vez que eu entrava no meu quarto, segurava a porta para ela entrar. E no jantar tinha que ter um prato na mesa para a garotinha...

Uma vez eu disse que a Anizia tinha quebrado o braço. Passou um tempo e descobriram que a irmã da minha vó, que também chamava Anizia, era quem estava com o braço quebrado. Agora, se a Anizia (minha amiga) era um espírito que me falava coisas, ou se eu vi a Anizia (irmã da minha vó) com o braço quebrado e joguei isso para a Anizia (minha amiga), é uma informação que vou ficar devendo...

Quem lembra desse episódio de Supernatural? Deu até um arrepio aqui...

Ou eu poderia me inspirar em How I Met Your Mother (para sempre minha série favorita -> insira vários corações, amor e saudades aqui). O que mudaria, sem sombra de dúvidas, é que sendo eu a protagonista, teria um perfil mais parecido com a Robin. Sim, também sou jornalista. Sim, também vivo me apaixonando pelas pessoas erradas. Sim, também falo 'mas uhm' toda hora. Não, eu não fui uma popstar canadense (mas eu dancei Rouge na escola, serve?).

Ah, e eu já tenho o guarda-chuva amarelo! Mas ele ainda não fez muito efeito na minha vida :(


Divas
Melhor ainda, eu poderia fazer algo meio One Tree Hill, contando as histórias do Ensino Médio. Bom, boa parte dessa época eu passei ou na biblioteca ou ensaiando peças de teatro. Mas teve a vez que eu me perdi com o meu primo em uma cidade que tinha, no máximo, seis ruas. Ficamos a tarde inteira vagando, tentando encontrar os nossos pais, e nada. 

~Início da Parte Dramática~ Quando já estávamos morrendo de fome e frio ~Fim da Parte Dramática~, nós os encontramos numa rua que já tínhamos passado mil vezes. Tenho muitas dúvidas se essa série baseada nos meus 16, 17 anos faria sucesso, mas acho que essa história daria um ótimo episódio non-sense...

Eu e o Renan ficamos assim, com essa mesma cara, inclusive...
O que eu queria mesmo era que minha vida tivesse a paleta de cores de "Pushing Daisies", coisa mais linda. Ah, também queria usar todos os vestidos da Chuck. Mas assim, falando a real, o que seria usado mesmo na série da minha vida é a parte das tortas... Amo cozinhar! 

Eu também!

Talvez minha série seguisse os rumos de Lost, com muito mistério, várias pessoas se socializando, e uma fumaça preta que vive aparecendo do nada... É, não. Ou The Big Bang Theory, cada episódio seria focado em conversas nerds que já tive na vida. Olha, teria mais temporadas que Smalville.

Já sei, eu poderia focar na minha família! Imensa, estranha, unida e ouriçada...
Ops, esqueci, já fizeram uma série sobre isso.

as-fotos-da-festa-ficaram-otimas.jpg


Esse tema foi proposto pelo Rotaroots, grupo de blogueiros supimpa que não vai desanimar da blogosfera jamais! Visita a gente lá no Facebook!


quinta-feira, 5 de março de 2015

Sobre fiu-fiu, feminismo e Chimamanda

A primeira vez que percebi como o mundo pode ser bem cruel foi quando, indo para a casa da minha vó, decidi parar na sorveteria e comprar um picolé. Enquanto estava parada em um semáforo,  um grupo de meninos passou de carro e insinuou que eu deveria fazer sexo oral neles. Eu tinha 10 anos, ainda brincava de boneca e não estava preparada para ouvir esse tipo de coisa de caras com o dobro da minha idade. Chorei a tarde toda. De noite, me sentindo culpada, contei pra minha mãe o que havia acontecido, imaginando que ela fosse brigar comigo. Ela falou que não era culpa minha e que aquele sentimento ruim ia passar. Melhor mãe!  

Sei que essa história, em maior ou menor grau de agressão, já deve ter acontecido com todas as mulheres e se repetido várias vezes com cada uma delas. E por experiência própria posso dizer: não é nada legal.

Alguns homens podem achar bobo, coisa de feminazis, que abordar uma mulher na rua eleva a auto-estima dela. Queridos, não! Ser chamada de gostosa/delicia/princesa/linda/coisas-que-não-quero-escrever-aqui só constrange mesmo. E ninguém gosta de sentir constrangido.


Acho que no fundo, o que falta aos homens que fazem esse tipo de coisa é empatia, é se colocar no lugar da mulher. 

Alguns podem dizer que há mulheres que gostam desse tipo de aproximação. Pode até ser, mas não dá pra brincar de roleta-russa com os sentimentos alheios, não é verdade?

Mas indo mais a fundo na questão do feminismo, duas coisas aconteceram no ano passado que me fizeram pensar no assunto.

A primeira delas foi comigo, quando consegui um freela. Logo no segundo dia de trabalho o gerente veio me perguntar se eu tinha namorado, já que "era estranho uma menina tão bonita estar solteira". Enfim, no quarto dia ele deu um beijo na minha testa — foi a gota d'água pra mim. Das 17h até às 19h eu ficava sozinha com ele na agência e tive medo de ver até onde ele iria com aquelas insinuações. Pedi demissão com o apoio do meu pai e da minha mãe, o que foi essencial para que eu me sentisse minimamente segura.

A segunda aconteceu com a minha irmã e um namorado que ela teve, que fez um jogo emocional terrível com a pobrezinha, coisa que prefiro nem entrar em detalhes.

Esses dois fatos me ajudaram a perceber como precisamos do feminismo no mundo. 

Yeah, Queen Bey!
Para começar, é preciso entender que feminismo não é o contrário de machismo: machismo é um ideal que coloca os homens como seres superiores, subjugando as mulheres e não admitindo a igualdade entre os gêneros. O feminismo, diferentemente, é a luta pela igualdade, pelo fim do patriarcado que tanto nos oprime. E quem acha que já estamos em pé de igualdade com os homens, saiba que não. Falando bem por cima sobre a situação, nós ainda ganhamos os menores salários e poucas de nós conseguem chegar em uma posição de chefia. Ah, mas nos crimes passionais que acabam na morte de um dos parceiros, nós somos a maioria. 

E isso me faz chegar em Chimamanda, essa escritora incrível por quem eu tenho o maior respeito. Não vou falar muito sobre ela, mas quando tiverem um tempinho, vejam seu discurso no TED. Está tudo ali!



Também há outros exemplos de discursos poderosos, como o da Emma Watson:




* Mione me enche de orgulho*

Uma das mulheres que se declaram feminista que eu mais gosto, sem dúvidas, é a Tina Fey. Ainda não li, mas ouvi dizer que o livro dela, "Bossypants", é maravilhoso. Por tudo que ela fez em SNL, 30 Rock e nas aberturas do Globo de Ouro, não duvido!


Por fim, para quem quiser saber mais sobre o feminismo, deixo como dica o Think Olga, um blog fantástico sobre o tema.


Esse post foi um dos temas do Rotaroots de março. Se junte com a gente lá no facebook e venha fazer parte da galerinha old school da blogosfera!