sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sobre blogs antigos

Olha, se tem uma coisa que eu fiz nessa vida, essa coisa foi escrever em blog.
Quando eu criei meu primeiro blog, lá em 2004, eu tinha uns 13, 14 anos. Nele eu escrevia sobre a Valery, filha bastarda do Lord Voldemort. Sim, eu já escrevi fan fictions de Harry Potter. 


Antes disso, quando eu era criança, costumava reescrever os finais de filmes. Acreditem se quiser, mas tenho pelo menos umas cinco versões diferentes de A Lagoa Azul. Só que naquela época eu não tinha um blog para poder publicá-las.

Enfim, na época da faculdade participei de uns sete, oito blogs. Tinha o blog pra aula da Polly, o blog pra aula da Raquel — que, aliás, era um blog lindo feito com pessoas lindas, o Caras de SP —, o blog pra aula do Urbano, o blog pra aula do Bicudo, o blog pra (...) e o meu próprio blog, onde publiquei duas crônicas, cansei e desativei.

Com tantos blogs, era assim que eu passava os dias.

No finalzinho da faculdade, eu e minha prima criamos um blog de crônicas bregas, mas também cansamos dele e desativamos.

Depois que comecei a trabalhar e tudo o que escrevia eram coisas da empresa, eu senti uma necessidade louca de fazer rimas e escrever coisas bonitas. Resultado: fiz um blog de poesia! Nesse até que eu fiquei um bom tempo postando, mas comecei a fazer cursos e acabei deixando ele de lado. Mas, qual não foi a minha surpresa ao entrar essa semana em um endereço de e-mail antigo e descobrir que alguém deixou comentários nas poesias? Isso uns dois anos depois de eu parar de publicar.

Fiquei emocionada, de verdade!
Aí fui ler os antigos poemas e relembrar as coisas pelas quais eu estava passando. Deu até apertinho no coração. Situações que eu presenciei, um menino que eu achei que seria pra vida inteira, mas não foi, o trabalho que tava me matando — de gastrite e de tristeza —, a descoberta de uma nova filosofia, tava tudo lá.

Tudo isso para dizer que depois disso decidi não desistir desse blog jamais. Quero manter isso aqui pra sempre. Quero estar velhinha, acessar o Sobre Pequenas Obsessões e mostrar para os meus netinhos (será que ainda vai existir internet até lá?). Sabe, as pessoas podem até achar que a blogosfera vai acabar, mas eu a vejo como um novo meio de registrar o cotidiano, aquilo que se vive, como foram antigamente os diários. E mais antigamente ainda as paredes.

Gostei de entrar em um grupo como o Rotaroots e ver tanta gente escrevendo, tantos blogs sendo feitos, tantas histórias sendo contadas. Deu até um ânimo!

Enfim, para não me alongar, e aproveitando pra dar uma homenageada no mito Nimoy: "vida longa e próspera para a blogosfera"!




Atualização: Tinha feito essa postagem uns dias atrás e, qual não foi minha surpresa ao ver que esse era um dos temas de março do ROTAROOTS???? #chocada

Então é isso, se junte com a gente e "não deixe a blogosfera morreeeeer, não deixe a blogosfera acabaaaarrr..."


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobre "Sim, Johnny Depp, eu gosto de você"

2006: Johnny Depp, melhor ator do mundo! Esse cara não cansa de ser genial! Johnny e Tim de novo? Obrigada, mundo!

2015: Johnny Depp já deu o que tinha que dar! Ele só se repete! Johnny e Tim de novo? Ih, prevejo fracasso!


Antes de qualquer coisa, sou muito fã do Johnny Depp. Muito fã mesmo! Claro que antes de ser  ~adulta~ era bem mais, até porque tinha mais tempo para isso. Colecionava recortes de revistas, traduzia matérias e assistia aos filmes — isso em uma época que baixar era tão demorado que você acabava desistindo e indo a uma locadora mesmo. Ah, e tinha mais de duas mil fotos dele salvas no meu pc. Para quê? Não faço a menor ideia.

Conheci o ator em Don Juan de Marco, filme que eu encontrei nas coisas do meu tio enquanto fuçava o armário de livros dele. O engraçado é que isso foi um pouco antes da estreia de Piratas do Caribe, quando minhas colegas não tinham a mínima noção de quem era o cara que eu não parava de falar.

Depois de Piratas tudo mudou: todos o amavam e eram seus fãs... Mas aí o Depp passou a fazer filmes que ninguém mais gostava. E agora, sempre que os sites falam sobre seus lançamentos, tudo que vejo é uma enxurrada de críticas ao pobre.

Se eu fico chateada? Nenhum pouco.

Pelo que eu conheço de Mr. Depp, ele deve estar amando tudo isso, poder ser de novo o cara estranho, idiossincrático e subestimado pelo público e pelos estúdios. É assim que ele se sente confortável. E são nos filmes que passam despercebidos pela multidão, que Johnny Depp nos entrega seus melhores personagens. Como boa fã, deixo minha listinha das obras pouco conhecidas, porém maravilhosas, do ator que me acompanhou durante todo período escolar (inclusive, até hoje recebo mensagens de amigas quando algum filme dele vai passar na TV. Muito amor).

Ed Wood
Tim Burton, sim. E, em minha opinião, com o melhor filme de sua carreira.
Johnny Depp interpreta Ed Wood, conhecido como o pior cineasta do mundo. Wood era um sonhador, queria fazer os melhores filmes e se achava genial. Pena que a crítica e o público não concordavam muito com isso.

Don Juan DeMarco
Tá que a trilha sonora é uma música meio breguinha do Bryan Adams, mas o filme é muito bom, minha gente. Marlon Brando e Johnny Depp formaram uma ótima dupla nesse filme inspirado na versão de Lord Byron para as histórias do famoso sedutor.

Medo e Delírio em Las Vegas
Baseado no romance do escritor Hunter S. Thompson, Medo e Delírio em Las Vegas mostra o jornalista Raoul Duke (inspirado no próprio Thompson), seu advogado, Dr. Gonzo, e diferentes tipos de drogas em uma viagem para Las Vegas.

Profissão de Risco
Johnny Depp interpreta George Jung, famoso traficante americano — ele foi o mais importante importador de cocaína dos anos 70. Enfim, o filme fala sobre as idas e vindas do cara pelas drogas e suas várias prisões.

Do Inferno
Um dos meus preferidos! O filme conta a história do inspetor Abberline utilizando seus poderes psíquicos para desvendar o assassino que promoveu um massacre de prostitutas na Inglaterra de 1888.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sobre o primeiro amor

Foi mais ou menos quando eu tinha uns cinco anos, assim que entrei na escolinha. 

Eu era uma garotinha meio estranha, magrela, franja torta, óculos de fundo de garrafa e bota ortopédica. Ele era baixinho, magrinho, japonesinho. Foi amor a primeira vista. E tinha também que, além de estudarmos na mesma escolinha, ele ainda era meu vizinho da rua de cima.

Eu era mais ou menos assim, igual a Marcie
Era a perfeição! Fazíamos juntos todos os trabalhos escolares — basicamente recortes e colagens de figuras aleatórias em alguma cartolina, tudo com um bocado de cola glitter por cima. Não bastasse isso, depois do almoço nossas mães nos deixavam ir um na casa do outro. Na verdade, tenho para mim que elas faziam muito gosto no nosso relacionamento de "tudo bem, você pode pegar na minha mão".

A professora Neuza também achava muito bonitinho os dois 'tão novinhos e tão apaixonadinhos', tanto que na Festa Junina, antes mesmo que a coreografia da quadrilha estivesse pronta, nos colocou como casalzinho. Nós só não fomos noivinho e noivinha por não termos muita aptidão pra dança. Na verdade, nenhuma.

Lembro que no meu aniversário, depois de cantarem parabéns, nossos coleguinhas entoaram um "Com quem será...", que terminava comigo me casando com ele. Fiquei bravíssima. Onde já se viu? Não que naquela época eu não planejasse isso, mas tem coisas que não precisam ser ditas em voz alta.

Eu pras miguinhas que começaram a cantar

Mas o ano passou e em 1997 eu mudei de escola e de casa. E eu só fui voltar a vê-lo em 2014, pelo Facebook. Ele continua magrelinho e japonesinho (óbvio), e agora esta morando no Japão. Eu também continuo com franja, só que menos torta. E deveria estar com óculo (se não fosse uma cabeça de vento que só percebe que o esqueceu quando chega no trabalho). Só minhas botas ortopédicas que agora são, na maioria das vezes, sapatilhas. 

Mas se nós quase nada mudamos, os planos mudaram muito. Se hoje cantassem que eu ia casar com ele, responderia com a belíssima frase do Du Jorge: "Você está louca, querida".

É como disse Woody Allen: "Se você quer fazer Deus rir, conte a Ele sobre seus planos". Deus deve ter dado gostosas gargalhadas naquela época.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sobre Carnaval dá depressão

Minha lista de músicas para você que vai desfilar na Avenida da Sofrência, vestindo o brilho de suas lágrimas, enquanto escuta o aplauso da solidão...


Creep (Radiohead)
"Whatever makes you happy, whatever you want. You're so very special. I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here".

Accidental Babies (Damien Rice)
"And I know I make you cry, I know sometimes you wanna die, but do you really feel alive without  me? If so, be free. If not, leave him for me before one of us has accidental babies".


Pedaço de Mim (Chico Buarque)
"Oh, pedaço de mim! Oh, metade arrancada de mim! Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu".

Lilac Wine (Jeff Buckley)
"Listen to me, why is everything so hazy? Isn't that she, or am I just going crazy, dear?
Lilac wine, I feel unready for my love...".


Pra Você Dar o Nome (5 a Seco)
“Sempre que der mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez. Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem ou deitada nos braços de um outro qualquer, que é melhor do que sofrer de saudades de mim como eu tô de você. Pode crer que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo, imagina só pra você”.

Gravity (John Mayer)
"Oh I'll never know what makes this man with all the love that his heart can stand, dream of ways to throw it all away".

Sentimental (Los Hermanos)
“Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você, não vai me livrar de viver. Quem é mais sentimental que eu? Então fica bem se eu sofro um pouco mais”.

We Rule the School (Belle & Sebastian)
"Do something pretty while you can. Don't be a fool, reading the gospel to yourself is fine".

Long As I Can See The Light (Creedence Clearwater Revival)
"Put a candle in the window, cause I feel I've got to move. Though I'm going, going, I'll be coming home soon, long as I can see the light".

Everybody's Gotta Learn Sometimes (Beck)
“Change your heart, look around you. I need your lovin, like a sunshine. Everybody’s gotta learn sometimes”.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sobre o Carnaval

Então, como as propostas do Rotaroots desse mês estão um mimo só, resolvi fazer outra postagem. A ideia aqui é montar um guia de sobrevivência para o Carnaval. Bom, como eu sempre usei o Carnaval mais para dormir do que para sambar, minhas #dicas são programas bem tranquilinhos, pra quem já sabe que o máximo de fantasia que usará é a pantufa do Piu-Piu.

Eu acho que vi um gatinho. No caso, o Josh Radnor em HIMYM...

1 – Comida, comida, comida
São vários dias de folia, ou seja, é preciso muita comida para aguentar (ou não) toda a movimentação (ou não) que o feriado oferece. Na dúvida, escolha o chocolate. Sempre. Toda vez.
Você também pode variar com pipoca de manteiga. E sonhos (os de padaria, afinal estamos falando de comida). E pizza (com borda recheada, por favor).

Eu também.



2 – Lugares
Eu não sei vocês, mas esse Carnaval pretendo passar em um lugar aconchegante e ventilado. No caso, a minha casa.
Troque o cobertor pelo ventilador e temos um dia perfeito!

3 – Atividades
Olha, são muitas as coisas que você pode fazer. Segue planejamento das minhas atividades:
( ) dormir
( ) comer
( ) assistir séries
( ) assistir filmes
( ) comer
( ) ler
( ) dormir

4 – Companhia
Chame seus amigos para uma maratona de série. Se eles não quiserem, chame seus pais (não sei se tô ficando velha e entendendo o mundo — #sabedoria — mas cada vez mais amo dividir momentos com esses dois lindos que me trouxeram ao mundo). Se nem seus pais quiserem, tem alguém que sempre vai querer.

Amor em um gif S2

5 – Divirta-se
Independente do que for fazer, relaxar ou pular, aproveite muito esse tempinho de folga merecido!



Esse post faz parte das sugestões de fevereiro do Rotaroots no Facebook! Venha resgatar a boa e velha época dos blogs com a gente por lá!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sobre os 5 Filmes para o Oscar da minha vida

Qualquer pessoa que tenha conversado pelo menos uns cinco minutinhos comigo — pessoalmente ou virtualmente, não importa — sabe o quanto eu sou louca por filmes. Não rejeito nada, de Gore Verbinski à Abbas Kiarostami, assisto tudo.

Foi muito, mas muito difícil escolher só cinco filmes para esse post. Sério, minha vontade era colocar o catálogo de uma locadora aqui, mas usei todo a minha força de vontade para escolher os cinco para os quais eu daria o Oscar. Só não consegui colocar por ordem de preferência, afinal... :)

And the Oscars goes to...