quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sobre: "O sistema é mal, mas minha turma é legal" #1

Fim de ano chegou!

E nesse último dia, acho importante enviar ao mundo boas energias, como amor, esperança e posts incríveis dos amigos de blogosfera, que fizeram do meu 2015 um ano muito mais iluminado!

Aqui vão ter indicações dos melhores posts de dezembro de blogs que conheci no Elo entre Blogueiros, Rotaroots, Blogs que Interagem, Blogueiros Geeks, Twitter, entre outros. Espero que gostem s2


A Dona da Frida - Fiquei babando tanto nessa lista de mulheres poderosas da Jade que já quero fazer uma também. Tá na agenda pra 2016!

Lua Vai - Roberto Carlos e fim de ano, uma mistura tão perfeita pra alguns e tão indigesta pra outros, é praticamente a uva passa e o arroz do mundo da música. A Luana fala sobre os duetos que ela queria que o Rei fizesse para abrilhantar o evento. Concordo com todos. Vem ver!



Assim te Conto - Quer uma mensagem bonita de fim de ano que te deixará muito mais leve para seguir por 2016? Então corre pra cá!

Lado do Meio - E você sabia que se desconstuir também é uma forma de se construir? A Jake explica melhor bem aqui!

A Talking Movie - 2016 é o ano que não vou sair do cinema, sabe? Mas 2015 também não ficou para trás. Dá só uma olhadinha nessa lista!

Visão Periférica - Procurando música boa pro fim do ano? Simon and Garfunkel! Sério, eles são muito maravilhosos e merecem todas as lágrimas que caem quando ouço The Sound of Silence. E aqui vocês vão ver que a Salieri super concorda comigo!



Pensamentos Valem Ouro - Vez por outra vejo no Tumblr coisinhas do Eu Me Chamo Antônio. Aqui, a Vanessa conta um pouquinho do livro do Pedro Gabriel. Já quero, inclusive. E você depois de ver a resenha também vai querer!

Enfim, Resolvido! - Dicas, dicas e mais dicas não faltaram na retrospectiva da Lah. Pega o caderninho!

Penduricalhos - Já contei pra vocês que minha irmã só desmonta a árvore de natal em junho? Ela curte o clima natalino, eu acho :P E é por causa dela que tô indicando esse post com ideias incríveis de decoração natalina. Certeza que ela vai fazer os potes...

Um Diário Quase Normal - Eu super acho que um ano que teve show do Nando Reis já pode ser considerado bom, mas o Kennedy teve vários outros motivos pra comemorar...



Mundo Colorido de Bia - Como o máximo que fiz esse ano foi deixar o cabelo crescer, super admiro a ousadia e alegria da Bia nas mudanças que fez.

Cinza e Laranja - 2015 está se despedindo, mas deixou muita sabedoria pra todos nós, tenho certeza. Por conta disso, me identifiquei muito com o post da Leticia. (Leticia, muito legal você ser vegetariana (= ).

Rhuanytta - Alfabeto feminista é amor! Sem mais. Ou melhor, para mais, dá uma olhadinha aqui no blog maravilhoso da Rhu!

Bianca e os Balões - Compartilhando o post da Bianca aqui porque ela também shippa Marshall e Lily (melhor casal do mundo).




Acho que é isso! Tem muito mais coisa legal nesses blogs e em outros (tenho uma listinha linda aqui do lado), mas esses são meus posts amor do mês!

Ah, excelente ano novo pra todo mundo! Que 2016 venha com muita luz e que tudo seja mais leve para todos nós.



P.S: percebi que usei muitos pontos de exclamação nesse post. Ouvi dizer que fim de ano é permitido, então tudo bem!!!!


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Sobre: Amigo Secreto do blogs que Interagem!

O Blogs que Interagem resolveu fazer um amigo secreto, daí eu decidi participar e o resultado tá bem aqui:

Minha amiga secreta é uma menina que ama chocolates, odeia despedidas e costuma se trancar no banheiro para chorar, ou seja, poderia ser eu mesma. Mas não, é a fofíssima Denise Amaro, dona do blog Entre “Nós” Pício, onde ela escreve junto com a Aline!




(Vou fazer o post meio que conversando com a Denise, afinal, ela é minha amiga secreta, mas sintam-se a vontade pra dialogar com a gente, tá bem?) Moça, eu passei um tempo lendo seu blog e ele é muito amor. Gostei de verdade dos seus textos. Daí separei cinco aqui:


1) Vamos conversar sobre adoção?


Assunto tão pertinente, né?

Foi o primeiro post que eu li. Achei fantástico!

Denise, assim como você, também quero ter filhos adotados. Minha irmã é uma filha escolhida, e por isso posso te dizer sem sombras de dúvidas que não existe essa de que “o sangue fala mais alto”. Fala não. E se falar, a gente dá um megafone pro coração, que é pra ele gritar amor por todos os cantos.


2) Roteiro de cinema

Amo andar de transporte público. Amo ouvir histórias. Logo, me identifiquei!

Eu não sei bem o motivo, acho que é porque aparento ser muito calma (e na verdade, eu sou), mas as pessoas vivem me parando para conversar no ônibus. Sério, elas me contam a vida delas todinha. E muitas histórias dariam filmes ótimos.





Teve uma vez que um senhorzinho, ao saber que eu era jornalista, pediu que eu mandasse uma carta dele pro Luciano Huck. Até dei meu e-mail, ia ajudar de verdade, mas ele não entrou mais em contato comigo :(


3) MARIA APANHA! MARIA DA PENHA!

Vai ter mais um post feminista seu sim!
Porque precisamos de igualdade no mundo.
Porque temos que parar de culpas as vítimas.
Porque mulher nenhuma pediu para apanhar ou para ser estuprada. Ninguém pede por isso.
Porque somos sobreviventes, não vamos tirar o batom vermelho e, se precisar, faremos um escândalo.




Ah, e porque o poema é maravilhoso. Parabéns ao poeta! ❤


4) Músicas que nos animam/deixam mais confiantes

Amei o projeto, Denise! Amo blogagens coletivas, sabe? Acho tão legal um grupo de pessoas falando sobre um mesmo tema, gerando diálogo e tal.

E você colocou Jessie J! Menina, nunca consegui ver o clipe de Who You Are sem estar com lágriminhas nos olhos ao final. Ela é muito querida.




5) TAG: MEUS LIVROS, NINGUÉM SAI ❤

É hora de tag, sim! Huahauhaua



Já marquei nos meus rascunhos porque Juliana ficou desmaiada com essa tag! Sério, Denise, dei muita risada. Não conhecia nenhum dos livros que você indicou (foi mal), mas deixei registrado pra procurar depois.



Denise e todo mundo que tá lendo: tomara que tenham gostado!

De verdade, Denise, espero que você não esteja se sentindo como eu em 2013 (dei um livro lindo de presente e acabei ganhando um perfume que eu tenho alergia... it's my life!). 

Um beijão enorme, feliz Natal e um novo ano cheio de blogagens maravilhosas!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sobre: Os Melhores de 2016!


Lá no Facebook, tô participando de um grupo chamado Blogueiros Geeks. Esse mês eles colocaram alguns temas de blogagem, e um calhou de ser muito parecido com algo que já estava pensando em fazer para o blog, que nada mais é do que uma retrospectiva do ano. Reuni o útil ao agradável e o resultado tá aqui!

Voz do Sérgio Chapelin on E agora vocês vão conhecer aqueles que se destacaram no ano de 2015 Voz do Sérgio Chapelin off


Olarrr


Melhor Atriz/Ator

Wagner Moura hoje, amanhã e sempre!

Gente, que orgulho desse moço, sério. Eu não lembro se a primeira vez que o vi foi em Carandiru (muito provavelmente), onde eu fiquei puta pelo que o Zico (personagem dele) fez com o Deusdete (personagem do Caio Blat), ou em Sexo Frágil, uma série que passava na Globo e eu amava! Inclusive, Wagner era minha mulher preferida.

Depois disso fui acompanhando a sua carreira (mais no cinema que na TV), até que veio Tropa de Elite e todo aquele booom. Apesar de tudo, como já falei aqui, meu filme preferido ainda é Homem do Futuro. Impossível ficar triste depois de assistir.

Eu comemorando o Wagner Moura ganhando o Globo de Ouro

Mas daí esse ano o moço foi fazer série com Mozão (no caso, Netflix), e eu tive motivos pra enlouquecer completamente. É aquela coisa, quando você acha que Wagner Moura não pode ser melhor, ele vem e vráaa. Tô muito feliz que ele esteja concorrendo ao Globo de Ouro (apesar de achar que o Jon Hamm vai ganhar. Mad Men acabou e eles amam premiar séries que acabam).

Melhor Filme

A Travessia provavelmente nem é o melhor filme de 2015, mas é um que fui ver no cinema sem esperar nada e sai encantada ao final da sessão.

Imagina um cara que tem como objetivo na vida atravessar as Torres Gêmeas em um cabo de aço. Surreal, né? Nã-nã-não, a história é bem real. O filme foi baseado na peripécia (amo essa palavra) do Philippe Petit.

AGONIA

Joseph Gordon Levitt atua muito, mas a alma do filme tá na direção do Robert Zemeckis. Sério, vale muito a pena!


Melhor Série

Jéssica Jones! Nem quero muito falar sobre menina Jéssica aqui porque a ideia é fazer um post sobre ela. Mas ó, amei roteiro, atuação e fotografia.

S2

Sim, Jéssica Jones é uma série sobre abuso, ou seja, é muito mais do que uma heroína salvando o dia, é sobre uma pessoa tentando seguir em frente depois de um grande trauma.

Melhor Personagem


¯\_(ツ)_/¯


Kilgrave não é a melhor pessoa, mas com certeza é um dos melhores vilões já construídos no universo da Marvel. Mais uma vez, não quero falar muito de Jéssica Jones, mas é impossível não dar esse ~prêmio~ pro David Tennant.

Amo que Kilgrave é um vilão que tem muito mais personalidade que poder, sabe? Ele é como o Coringa e o Lex Luthor nos filmes da DC Comics, usam de estratégia pra conseguirem o que querem como se o mundo fosse um tabuleiro de xadrez. Espero muito que ele não fique só em Jéssica Jones e vá visitar as outras séries da Marvel. Roteiristas, deem um jeito!

Melhor Livro

Não foi lançado em 2015, pelo contrário, é bem antigo (acho que dos anos 70), mas só fui ler Cartas da Prisão agora.

Uma das cartas. Fonte: aqui

Sempre me interessei por história, e meus pais me falaram muito do período da Ditadura Militar, principalmente mostrando as músicas da época. Me assombra tudo o que aconteceu, e mais ainda, pessoas pedindo pela volta do horror. Tava numa feira do livro e encontrei Cartas da Prisão, do Frei Betto. Já conhecia um pouco da história do autor e por isso comprei.

Choro de soluçar lendo esse livro, descobrindo tudo o que ele e os demais companheiros de luta passaram na prisão (e aqui, peço que leiam a carta do Frei Tito).

Por favor, se você é um desses que pedem a volta dos militares, ou conhece alguém que pede, leia ou dê de presente esse livro. A história está lá pra ser entendida. Não podemos cometer os mesmos erros mais uma vez.


Melhor Música

Acho que essa tá bem fácil:



Se Hello com todos os memes não é a melhor do ano, eu não sei mais qual é.

(Tem também a I Used to Loved You, da Gwen Stefani, pros momentos da bad. Aliás, recordando aqui da época que eu amava No Doubt — talvez ainda ame — e colava adesivos de 3º olho na testa pra ficar igual Gwyn).

Cause I'm just a girl 


Melhor Aplicativo

Sou uma pessoa ansiosa/preocupada, por isso, quando minha mãe foi viajar sozinha (por sozinha entendam sem a minha presença), fiquei desesperada.

Isso é coisa que vem desde criança. Meu pai era supervisor de um projeto público, daí ele trabalhava viajando durante a semana. Quando dava sexta-feira, eu não dormia até ele estar são e salvo em casa.

Eu pra mamãe

Pois bem, com a minha mãe a mesma coisa, mas dessa vez pude contar com a tecnologia e usar o app FlightAware pra rastrear o voo dela. Achei vida!

E pra você, qual foram os melhores do ano?

 https://www.facebook.com/groups/685391451588155/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sobre Chimamanda Ngozi Adichie

Posso ser super ansiosa e falar sobre um livro que ainda estou na metade? Na verdade, mais do que falar do livro, quero falar da autora dele, a Chimamanda Ngozi Adichie. Chimamanda nasceu em Eunugo, na Nigéria, em 77. Com 19 anos, ela se mudou para os Estados Unidos, onde frequentou a Universidade de Drexel, na Filadélfia. Além de Americanah, que é o livro que estou lendo :), também publicou Hibisco Roxo, Meio Sol Amarelo e Sejamos Todos Feministas.



Bom, conheci a Chimamanda com a palestra Sejamos Todos Feministas no TED. Certeza que você já ouviu a frase "feminist: the person who believes in the social, politic and economic equalities of the sexes" no meio da música Flawless, da Beyonce — então, ela foi retirada de lá. Desde aquela época a admirei por tocar em assuntos como racismo e desigualdade de gêneros de uma maneira muito simples, focando em situações do dia a dia, algo que ela também faz em Americanah. 




Tem outra palestra da Chimamanda que eu amo: O Perigo de Uma Única História, que faz com que a gente perceba que muito dos nossos preconceitos nascem da ignorância, de não saber todos os lados de uma situação.





Mas, vamos falar de Americanah, o livro que, se tudo der certo, esse fim de semana eu termino. Ele conta a história de Ifemelu, que assim como a autora é nigeriana. Ela vai estudar nos E.U.A, onde acaba vivendo por um longo tempo, mas sem jamais conseguir esquecer o ex-namorado Obinze, que continuou na África. Americanah parte do presente dos dois personagens para reconstruir tudo o que aconteceu nos anos que estiveram juntos e separados, mostrando como eles enfrentaram situações de racismo, machismo, xenofobia e solidão por ser imigrante. Tudo é contado com bastante detalhe, mas não é um livro cansativo, pelo contrário, a leitura flui muito bem.

"Como é fácil mentir para estranhos, criar para estranhos as versões de nossas vidas que imaginamos".

A personagem é uma mulher forte, com muita personalidade (e aqui ela com certeza falaria que é assim que são retratadas as negras em Hollywood: as melhores amigas determinadas de mulheres brancas. Nada de protagonismo.). Mas Ifemelu também é muito humana. Tem depressão e é vítima de um sistema que oprime as minorias. Uma das partes que mais gostei, foi ela contando sobre como alisou o cabelo para conseguir um emprego, e como aquilo era massacrante. Quando ela decidiu deixar seus cabelos naturais, outro choque! Mas com a ajuda de blogs que compartilhavam histórias de aceitação, ela percebeu que era linda exatamente como era. E ponto pra blogosfera!

Tradução bem mais ou menos de um trecho do livro.

Não vou entrar muito na história, mas procure um dos livros da Chimamanda, assista as palestras e fale dela para seus amigos, porque ela é maravilhosa e merece muuuuuito reconhecimento! Ah, e se eu não me engano, a — incrível — Lupita Nyong'o comprou os direitos do livro, ou seja, Americanah, tudo dando certo, em breve nas telonas o/




















sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sobre "Tag - Hábitos de Leitura"


Hoje é dia de #tag!

Como alguém que lê até bula de remédios, soube que tinha que fazer essa tag sobre hábitos de leitura assim que coloquei meus olhos nela. E bom, está aqui:

 
1. Quando você lê (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo)?
Olha, ultimamente tô lendo mais no período da manhã e da tarde/quase noite. Isso tudo por motivos de: transporte público. É sempre bom ter um livro por perto na ida ou na volta do trabalho, né?




2. Você lê apenas um livro de cada vez?
Não! No momento tô lendo dois, o Morte Súbita, da J.K. Rowling, e Cartas da Prisão, do Frei Betto (e acabei de comprar Career of Evil e Americanah por puro impulso).



3. Qual seu lugar favorito para ler?
Deitada na minha cama. De preferência com chocolate por perto.



4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme? 
Depende muito, mas geralmente prefiro ler o livro. Claro que tem exceções. Jogos Vorazes, por exemplo, só fui ler o livro por ter gostado muito do filme.



5. Qual formato de livro você prefere? 
Livro físico, mas assim, sem nenhuma sombra de dúvida. Até porque nada jamais superará a felicidade que é rasgar aquele plastiquinho e sentir o cheiro de livro novo chegando até o seu nariz.



6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler? 
 Que eu lembre, não.



7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa? 
Depende. Quando o projeto gráfico é bem feito tudo pode ficar incrível.



Eu não tive indicação, mas vi essa tag no Blog Camisa Azul.
Deixo livre para quem quiser responder! Aí, só me conta pra eu poder dar uma olhadinha nos hábitos de vocês :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sobre "We S2 listas" - Filmes de Romance

Apesar de todos os pesares, a internet pode sim ser um lugar lindo! Com ela, pessoas que possuem uma paixão em comum, como por exemplo, listas, podem se conectar e fazer um projeto sobre isso!

Toda essa introdução pra dizer que eu, junto com a Carol, a Bianca, a Rhu e a Jade, respondemos ao chamado da Mari, lá no grupo Blogueiros que Interagem, e montamos o projeto We S2 Listas. Como primeiro tema, decidimos falar sobre aqueles filminhos românticos, do tipo que você quer assistir com o namoradinho (a), quando você tem um, ou bem agarradinho com um pote de sorvete. Assim, nem todos os meus filmes seguem muito essa lógica, mas todos eles tem o amor como tema principal!

Dá só uma olhadinha:


Noivo Neurótico, Noiva Nervosa.
Woody Allen
Doutor, meu irmão é maluco. Pensa que é uma galinha...". O médico sugere: "E por que não o interna?". O outro responde: "Eu até o internaria. Mas preciso dos ovos". É mais ou menos o que sinto sobre relacionamentos. São totalmente irracionais, loucos e absurdos. Mas vamos aguentando porque precisamos dos ovos.

O que esperar de um filme que tem como protagonistas Woody Allen e Diane Keaton? Só amor, né mesmo? Annie Hall (desculpem, mas o nome em inglês é tãaaaaao melhor) conta a história de Alvy, um comediante, e Annie, uma cantora em começo de carreira. E o que se segue é o amor como ele é, sem glamour, sem abóbora e sem príncipe encantado, porém com lagostas, idas ao cinema e rotina. Esse foi o primeiro filme do Woody Allen que assisti e gostei. Sim, ele tem essa pegada existencial, meio pessimista, mas sabe, é justamente aí que tá o encanto. Te amo, Woody! P.S. - Reparem no visual lindo da Diane Keaton!

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Michel Gondry
Esse filme acaba comigo por motivos de: Jim Carrey. Não sei vê-lo sofrendo, quero ir lá dar um abraço e dizer que vai passar. O filme conta a história de Joel, que decide apagar a Clementine da mente por ela ter feito o mesmo com ele. Mas lá, revivendo tudo o que passou, ele descobre que ainda é apegado à Clem.  A história é linda e a qualidade técnica do filme é absurda, já que Gondry vem dos videoclipes indies e sabe muito bem como usar efeitos de ilusão.

Lisbela e o Prisioneiro
Guel Arraes
Um dos meus filmes preferidos, não só pela trilha sonora, mas por toda a brasilidade que consegue transmitir. É muito engraçado ver aqueles personagens mega caricatos, típicos de uma produção hollywoodiana do meio do séc. passado, convivendo no sertão, com todas as características sociais do local. E tem Selton Mello e Débora Falabella ao som de Los Hermanos. Precisa de mais?

Bonequinha de Luxo
Blake Edwards
Sentir-se blue é quando você engordou ou talvez porque tem chovido por muito tempo, você se sente apenas triste e isso é tudo. O sentimento red é horrível. De repente você está com medo e você não sabe do que você tem medo. Você já teve essa sensação? 

Antes de assistir o filme tinha lido e amado o livro do Truman Capote, e por conta disso fiquei com um pouco de receio da obra de Edwards, já que o próprio Capote parece não ter gostado muito. O livro é realmente bem diferente do filme, já que para começar ele não é um romance. E a Holly, no livro, é claramente uma garota de programa, o que no filme fica apenas subentendido. Mas isso não tira o mérito e a graça da obra. Destaque para a Audrey, que fontes confiáveis me confirmaram se tratar da melhor pessoa que já existiu.

Her
Spike Jonze
Não sei vocês, mas eu sempre fico me perguntando onde toda essa tecnologia vai dar. Pode parecer loucura minha, mas não consigo falar que Her é um filme de ficção científica. Acho que esse futuro, onde nossas interações com apps serão absolutamente humanas, está muito mais próximo do que imaginamos. Dito isso, Her se passa em um futuro repleto de melancolia e cores pastel. Nele, Teodore se envolve romanticamente com um novo aplicativo.

Dirty Dancing e Ghost
Emile Ardolino e Jerry Zucker
Nunca, jamais deixem Baby de canto, ok? Tô colocando esses dois filmes juntos porque são os "Sessões da Tarde" da minha lista. E também porque eles tem um nome em comum: Patrick Swayze. Dirty Dancing conta a história de como Baby se libertou por meio da dança em um acampamento de verão. É um filme felizinho, cheio de superação, com cenas muito clássicas e músicas que até hoje você canta no karaokê ("cause IIII had the time of my liiiiife" - quem nunca?). Já Ghost fala sobre a vida após a morte de Sam, que não consegue seguir para a luz por ter assuntos inacabados, como o fato de seu grande amor, Molly, estar correndo perigo aqui na Terra. Se você assistiu esse filme sem chorar, sinta-se julgado :P

Don Juan de Marco
Jeremy Leven
Só há quatro perguntas de valor na vida: O que é sagrado? De que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? E pelo que vale a pena morrer? A resposta para todas elas é a mesma: somente o amor.




História rápida: roubei a fita vhs desse filme do meu tio, e ainda hoje tenho ela guardadinha, inclusive já assisti pelo menos 30 vezes (parei de contar qnd chegou a 23 - sim, eu estou falando sério). Como lidar com Johnny Depp achando que é o famoso amante Don Juan e contando suas histórias para um Marlon Brando que precisa reconstruir seu casamento? Impossível lidar, você só olha pra tela e sente.

Romeu + Julieta
Baz Luhrmann
É muito engraçado como você pode contar a mesma história cem vezes e ainda assim ela sair diferente, não é? Todo mundo conhece a disputa entre os Capuleto e os Montecchio, mas Baz traz essa guerra para os dias atuais, sem perder a aura clássica da obra original e enchendo a tela de efeitos psicodélicos. Junte a isso tudo Leo DiCaprio mega novinho e a Claire Danes toda linda...

Fale com Ela
Pedro Almodóvar
Não sei se dá pra colocar Fale com Ela como um romance, mas assim, é um filme lindo do Almodóvar que todos deveriam ver, principalmente pelo início e fim, que tem a Pina Bausch utilizando sua dança para nos explicar a história. Aliás, é bem difícil fazer uma sinopse porque é tanta coisa nas entrelinhas. Resumindo muito, é a história de dois homens que ficam amigos quando precisam cuidar de duas mulheres em um hospital.

Sonhando Acordado
Michel Gondry
Esta noite eu mostrarei como os sonhos são preparados

Segundo filme do Gondry na lista! Imagina só um cara que não consegue acordar de seus sonhos, daí não consegue distinguir imaginação da realidade. Esse é Stéphane, personagem do Gael Garcia Bernal, um latino que ao se mudar para a França se apaixona por sua vizinha, Stéphanie. Destaque para o cenário do programa de rádio, todo construído com cartela de ovos, e para as nuvens feitas de algodão.

A Primeira Noite de  um Homem
Mike Nichols
O que fazer depois da faculdade? Essa é a dúvida de muitos jovens hoje em dia, e também era dúvida de muitos nos anos 60. É o caso de Ben, personagem do Dustin Hoffman, que vive sem muitas expectativas quanto ao futuro. Isso até conhecer a Mrs. Robinson, esposa do sócio de seu pai, com quem ele passa a manter um caso. Mas dai o Ben conhece a filha dela e... Gente, melhor filme! Os diálogos (ou a falta deles), as atuações, a trilha sonora, é tudo perfeito!

Cinderela em Paris
Stanley Donen
Quer deixar seu filme incrível? Então coloque Audrey Hepburn contracenando com Fred Astaire — tá, eu sei que não dá mais :( . O filme é dirigido pelo Stanley Donen, que tem em seu currículo o clássico Dançando na Chuva, e conta a história de Jo, um jovem que trabalha em uma livraria e é apaixonada por filosofia. Sua beleza e inteligência acabam conquistando o fotógrafo Dick, que decide levá-la a Paris para torná-la modelo. Ela não fica muito entusiasmada, mas muda de ideia ao pensar nos filósofos que poderá conhecer na Cidade Luz.

O Lado Bom da Vida
David O. Russell
Estou praticando ser gentil em vez de ter razão!

Posso confessar que apesar de  achar a menina J-Law muito maravilhosa ainda não me conformo do Oscar de melhor atriz não ter sido dado para a diva Emanuelle Riva, que tava absurdamente incrível em Amour? Talvez por conta dessa baita injustiça, por um bom tempo torci o nariz para esse filme. Até que um dia tava passando na televisão e eu sentei pra dar uma espiada. E sim,  a história de Pat, que depois de sair do hospital psiquiátrico tem que reconstruir sua vida, é fofa e bem bacana de assistir.

Manhattan
Woody Allen
O que dizer de um filme que tem: Woody Allen + Diane Keaton + Meryl Streep + Nova Iorque?
Um escritor nova iorquino de meia idade, interpretado pelo Woody, terá seus podres sua vida retratada em um livro escrito por sua ex-esposa. Nesse meio tempo, ele, que namora uma menina bem mais nova, acaba se apaixonando pela amante de seu melhor amigo.

Closer
Mike Nichols
"I can't take my eyes off you..." - antes de começar a falar de Closer, jamais entenderei como uma música tão linda conseguiu gerar duas versões tão ruins em português :/
O filme conta a história dos encontros e desencontros de quatro personagens: Annie, Dan, Larry e Alice. Annie é uma fotógrafa que se relaciona com Dan mesmo depois de casada com Larry. E Dan é um mocinho que eu odeio e que é apaixonado pela Alice. O filme tem a Julia Roberts no elenco, mas quem rouba a cena mesmo é a Alice, stripper vivida pela linda Natalie Portman!

O Homem do Futuro
Cláudio Torres
Somos tão jovens!

Outro filme brasileiro porque cinema nacional é amor!
Sobre O Homem do Futuro: é o melhor filme do Wagner Moura? Não. Mas nunca o vi se divertindo tanto em um longa. Sabe quando você percebe a felicidade da outra pessoa, e isso te faz ficar feliz também? É isso que acontece comigo sempre que assisto. No filme ele é um famoso físico que um dia ativa um de seus inventos e descobre que a reação é capaz de levá-lo ao passado, bem na noite onde sua ex-namorada o largou para ficar com um filhinho de papai! Bônus: Wagner e Alinne cantando Somos tão Jovens!


E se eu fosse vocês, também daria uma olhadinha nas listas das outras meninas (é só clicar na fotinho delas). Um filme melhor que o outro!



Mari, do Maravilhosas Descobertas


Rhu, do Blog da Rhu


Bianca, do Bianca e os Balões


Carol, do Abigas da Carol


Jade, do A Dona da Frida


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre o fim de ano que já chegou

Você sai do trabalho, corre para o metrô, entra no vagão mais ou menos lotado (tenho sorte que quase todo mundo desce uma estação antes da que eu subo) e fica lá, parada, ouvindo sua musiquinha bem de boas.

Nessa hora lembra que não tem nada pra comer na sua casa (obviamente tem muita comida, mas não a que você quer), e ai decide dar um pulinho no supermercado pra comprar uma série de porcarias comidas saudáveis. Quando você atravessa a porta, dá de cara com um estande cheio de panetones. Sua mente entra em colapso porque você percebe que o fim do ano já chegou e que o Maroon Five que tá tocando logo será substituído pela Simone #triste

Tão verdade, Padre...


Nessas horas, eu sempre me lembro meio tristinha daquela listinha de começo de ano, com todas as promessas que eu jurei que cumpriria, porém desisti de tentar ainda em junho. Maaaaas, como ainda tem mais dois e meio três meses pela frente, não me darei por vencida! Aqui vão três metas:

1- Voltar para minhas séries! 
Tem um monte na minha lista(ona)! Penny Dreadful, Orphan Black, Man Seeking Woman, Supernatural, Breaking Bad, True Detective, Gotham, Mozart in the Jungle (alô, Gael Garcia Bernal, eu juro que não me esqueci de você) e contando…

Eu assim que terminar as maratonas

2- Voltar para Paraty! 
Meu amor, melhor lugar do mundo, espera que eu tô chegando (eu acho) pras suas praias incríveis, pros seus restaurantes maravilhosos e pro seu bombom de nozes que eu queria morar dentro de tão bom que é.

É assim que me comporto em praias no geral


3- Voltar para o Teatro! 
Tava bem afastadinha, pensei que nossa relação talvez estivesse acabada para todo o sempre e tal. Mas ai as crianças do trabalho voluntário me pediram ajuda pra montar uma peça de fim de ano, e pra preparar umas atividades eu fui ler Boal e seus exercícios do Teatro do Oprimido. Bateu forte o amor de novo...

Eis a questão, e etc.

Se vou cumprir as promessas? Não faço a menor ideia. Mas se não der, tudo bem, ainda tem 2016 todinho pra isso!









domingo, 4 de outubro de 2015

Sobre Castelo Rá-Tim-Bum (ou o dia que conheci Cao Hamburger)

Na época da escola eu era daquelas que sentavam na primeira fila e tinham as respostas para todas as perguntas na ponta da língua, uma coisa meio Hermione Granger, sabe? (inclusive os mesmos cabelos mal penteados e tal, porém com os óculos do Harry Potter).



Daí que na 6ª série eu acabei ganhando as “Olímpiadas de Matemática” (risos), e tive como prêmio participar de um bate-papo com o Cao Hamburger, diretor do Castelo Rá-Tim-Bum. Foi assim: eu, um amiguinho e a diretora da escola fomos para um teatro (acho que era um teatro) sem ter a menor noção do que aconteceria lá. Entramos, sentamos e esperamos uns minutinhos. De repente tudo ficou escuro e na tela montada lá na frente começou a passar o filme do Castelo. Achei ótimo e tive certeza que tudo terminaria ali. Mas não, depois do filme surgiu o Cao para tirar todas as nossas dúvidas sobre o filme (tipo, cadê Celeste?).

Um rosto = minha infância. Cao s2


Eu tenho um probleminha quando conheço pessoas que eu admiro muito: simplesmente travo! Foi assim com a Sandy, e foi assim com o Cao. Não consegui fazer uma mísera perguntinha. Baita arrependimento! Mas me diverti e aprendi muito com ele naquele dia. Cao é muito gentil e paciente (como imagino que todo mundo que tem um trabalho tão incrível para/com crianças deveria ser). Para a minha sorte, uns meses depois ele participou do Chat Uol (olha eu entregando a idade :P ), e aí pude fazer minha pergunta — e sim, ele me respondeu :) 

Tô aqui falando de Cao e de Castelo por motivos de: 

1 – é mês das crianças! 

2 – simplesmente amo Castelo Rá-Tim-Bum, a série e o filme. É inteligente, divertida e fora dos padrões. Amo que Nino não tem uma família tradicional, como essas que querem encaixar como a "correta". Ele é criado pelo tio e pela tia-avó e tá tudo bem!

Exemplo da família tradicional brasileira, formada por pessoas que estão juntas e tão felizinhas (segundo o padrão Jout Jout de família, que eu considero o ideal)


Acho incrível como o programa consegue ensinar sem entediar, e colocar de maneira tão simples assuntos importantes como mudanças climáticas e preconceito. E também é fantástico o bom uso dos personagens folclóricos, como a Caipora. 

3 – Esses dias tava zapeando e acabei assistindo o novo projeto do Cao, Que Monstro te Mordeu. É lindo, é colorido (fiquei embasbacada com a fotografia), fala sobre aceitação ao próximo e ainda tem uma vibe Onde Vivem os Monstros. Como quase não tem mais programas pras crianças na tv aberta, fico feliz que ele não tenha desistido dos pequenos!



Ah, e tem Clarice Falcão na trilha sonora! Tô aqui catando meu leite com Toddy e minha bolacha Passatempo pra fazer maratona.



sábado, 19 de setembro de 2015

Sobre Kramer vs. Kramer

Sabe aquele filme que fica na sua listinha por muito e muito tempo, até que um dia você acorda, decide assisti-lo e ele é um soco imenso em seu estômago? Foi isso que aconteceu comigo no último fim de semana, quando fui ver Kramer vs. Kramer. Por que doeu tanto? Acho que porque, como há muito tempo não acontecia, consegui ligar o filme a diversos acontecimentos da minha vida. 

Kramer vs. Kramer é do final dos anos 70 e tem a Meryl Streep e o Dustin Hoffman no elenco. Eu sei, também me pergunto o motivo de ter demorado tanto tempo pra assistir... Mas tudo bem, porque acredito que tudo tem um momento certo pra acontecer na vida, até os filmes!

Na história, a Meryl é Joanna, uma mulher que deixou a profissão para se tornar mãe e esposa. Então um dia, se sentindo mal pela vida que estava levando e pensando que o fato de estar infeliz fazia com que não fosse uma boa mãe, decide abandonar casa, marido e filho para descobrir quem realmente ela é. Quem passa a tomar conta do pequeno Billy, então, é o seu pai, Ted, personagem do Dustin, que até então vivia louco pelo trabalho, mas que tendo que cuidar de uma criança é obrigado a deixar o chefe esperando algumas vezes.




Sou filha de pais separados, mas diferente da maioria das pessoas que cresceram morando em duas casas, só fui viver essa realidade já adulta, aos 21 anos. E, olha, foi muito, muito difícil. Quando eu era criança, morria de medo de não ter um deles por perto. Mas na hora que a separação de fato aconteceu, meu medo não era mais eles não estarem perto de mim, mas não estarem perto um do outro.

Como boa virginiana, eu tentei carregar o que estava sentindo sozinha, o que não foi uma boa ideia. Enfim, sempre achei que esse sofrimento era maior por eu ser adulta e ter que tomar conta de tudo, mas com o filme percebi que o sofrimento é igual, simplesmente porque não importa a idade, nós não sabemos lidar com expectativas que não se concretizam.

Billy não sabe se sente raiva ou pena da mãe, se ajuda ou pune ao pai. Isso tudo porque se sente culpado pelo que aconteceu, que é o sentimento de muitas crianças (e adultos) nesse momento. E isso é um tremendo erro, já que na maioria das vezes não existem culpados, só pessoas que querem ser felizes.
"Você falhou na relação mais importante que teve até hoje?" 

Outro ponto importante do filme é a questão da maternidade. Já vi muitas mulheres serem julgadas pelo fato de não quererem ser mães ou não se sentirem completas sendo. Joanna ama ao filho, mas sabe que para se tornar plena precisa de mais que aquilo, e, por conta disso, decide buscar seu caminho. É uma discussão tão pertinente essa, porque já se passaram mais de 30 anos do filme e quase nada mudou. Muitos ainda dão para a mulher o papel único na vida de ser mãe. E tem também o lance da paternidade. Ted quer ter a guarda do filho, se sente capacitado para isso, mas ele é “apenas” o pai do garoto.

Isso fora o problema do emprego. Imagine só que você tem um filho e precisa trabalhar para sustentá-lo, mas ninguém te dá um emprego justamente por causa da criança. Ai fica difícil, né? Ted não teve problemas em entrevistas, mas muitas mulheres têm. Mesmo manter um trabalho se torna complicado quando você precisa concilia-lo com jornada dupla, como tantas fazem. É como diz em um dos cartazes do filme:


"Ted Kramer está aprendendo o que dez milhões de mulheres já sabem"


Pra terminar, não preciso nem falar da atuação desses dois né? Primeira cena eu já tava chorando de soluçar.

Vale lembrar que Kramer vs. Kramer é daqueles filmes que você precisa assistir de coração muito aberto! Depois volta aqui e me conta o que achou :)