segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sobre pequenos prazeres

Você já assistiu O Fabuloso Destino de Amelie Poulain? Se não, vá agora assistir. Se sim, sabe que ela tem uma lista de pequenos prazeres. São eles:



1 - Mergulhar a mão em sacas de grão




2 - Partir o queimado do Crème brûlée com a ponta da colher



3 - Fazer ricochetes na água do Canal St.Martin


Sempre que resolvo assistir esse filme é batata, me pego pensando nos meus pequenos prazeres. Bom, aqui vai minha lista:

  • Ouvir minha música preferida tocar no rádio.
  • Tomar sorvete no frio.
  • Soprar aquela fumacinha do chá quente.
  • Banho de chuva no verão.
  • Ouvir meus pais rindo quando assistem filmes de criança.
  • Cantar músicas bregas ao lado das pessoas que amo.
  • Conseguir meditar por pelo menos dez minutos
  • Ficar observando o mundo pela janela do ônibus.
E você, quais são seus pequenos prazeres? (ou, pelo menos, seus pequenos prazeres compartilháveis?)





sábado, 26 de julho de 2014

Sobre Tracy McConnell

Uns anos atrás comecei a assistir How I Met Your Mother de uma forma muito despretensiosa. Hoje posso dizer com toda a certeza: minha série de comédia preferida! Das coisas que amo muito: os conselhos do Ted do futuro, a relação do Marshall e da Lily (como não amar?) e as musiquinhas indies que dão o toque de mestre nos episódios.


Apesar da série ser sobre como Ted conheceu a mãe de seus filhos, pouco descobrimos sobre ela no decorrer das temporadas. Até que, quando tudo parecia perdido pro nosso heroi: tcharã - ela aparece! (insira choros e gritos aqui).

Ai, meu Deus, é ela!
E olha, mesmo ela aparecendo só na última temporada, aprendi tanto com a Mother. Abaixo, alguma das coisinhas que ela me ensinou.

1 - Quando estiver nervosa, sumbitches cookies podem te ajudar.
Nada como manteiga de amendoim e chocolate pra consertar um dia ruim!

Vai um biscoitinho aí?
2 - Companheirismo
"Quando você vomita, eu vomito" -> Tracy sempre muito romântica



3 - Faça algo a respeito do que se quer
Afinal, você quer continuar jogando ou quer ganhar o jogo?



4 - Nem tudo é  justo
Ou, nas palavras da Tracy, há vilões no mundo, mas eles nem sempre pagam pelo que fazem. Você quer acreditar que o carma virá, mas isso não acontece. Enfim, é preciso aceitar que na vida, as vezes, você não terá aquele soco vingador.

Mas, o Ted pode aparecer e fazer justiça!

5 - Para um bom futuro, é preciso desapegar do passado
Desapegar não é esquecer, ok? Mas é comum ficarmos presos ao passado, pensando no que poderia ter sido. Em vez disso, viva.

Pega esse guarda-chuva e vai procurar o Ted, fia.

6 - Memorize os bons momentos
Nunca se sabe quanto tempo as pessoas que você ama estarão ali.


7 - Não sabe o que fazer? Respire três vezes
Precisa de explicação? Eu acho que não.


8 - As vezes você só encontra as coisas
Se essa não é a beleza da vida, eu não sei mais o que é.



P.S. Talvez eu tenha chorado escrevendo essa lista. Mas só talvez.
P.S. 2 - **SPOILER** ----------------------------------
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RIP  Mother!












Sobre Penny Dreadful - motivos para assistir essa série incrível!

É muito difícil eu me interessar por filmes e séries que possuem o terror como tema principal. Não acho esse um gênero menor, longe disso, mas sou extremamente impressionável. O engraçado é que quando eu era criança simplesmente amava levar sustos. Hoje em dia, nem tanto :)

Mas, ao ver o trailer de Penny Dreadful há alguns meses atrás, senti que essa era uma série que precisava ser acompanhada de perto. E não estava nem um pouco errada! Abaixo, listo alguns dos motivos para você correr para assistir cada um dos oito maravilhosos episódios:


Vanessa Ives (Eva Green)

Eva Green, que mulher!

Vanessa é a personagem central da trama, uma mulher com um passado misterioso e a habilidade de se comunicar com o sobrenatural.

A atuação de Eva Green é impressionante. Seja em cenas sutis, onde Vanessa fica toda ruborizada ao encontrar Dorian Gray (sim, aquele do retrato), ou em cenas de possessões, ela consegue esfregar todo o seu talento na nossa cara. Mais uma vez (nunca me cansarei de dizer): que mulher!



Roteiro/ Direção

O roteiro de Penny Dreadful é fabuloso! Um beijo pro John Logan, que juntou tudo que há de melhor nas novelas de terror séc. XIX, dando uma aula de como criar uma história nova sobre mitos já existentes sem descaracterizá-los (alô Stephenie Meyer).

Já não bastasse isso, a série tem uma direção primorosa. O que mais me encantou  foi que Penny Dreadful não cai no susto barato. A história é contada por vezes de maneira até lenta, gerando todo um suspense para, no momento certo, nos deixar boquiabertos. 



Grand Guignol

O Grand Guignol era um teatro que ficava na França e tinha como principal fonte de entretenimento peças que mostravam o horror naturalista, tudo com muito sangue. Os personagens retratados nessas peças também eram aqueles ~ das camadas mais baixas ~, que a sociedade daquela época (e a de agora também)  não costumava muito aceitar.

A grade sacada de Penny Dreadful foi resgatar o Grand Guignol para ser o cenário de uma das criações do Dr. Frankenstein, um sujeito que por ser diferente não consegue pertencer a nenhum lugar, sendo aceito somente ali (lembro de uma aula de teatro que a professora falava que tudo o que é pitoresco pertence ao teatro <3)



Os segredos

Absolutamente ninguém nessa série é bom. Mas também ninguém é mau. Todos possuem seus segredos, medos, inseguranças, dualidades, conflitos e tal. Gente como a gente (ou - muito provavelmente, eu espero - não)




Enfim, é possível listar dezenas de motivos para assistir Penny Dreadful, mas você ficaria lendo e esqueceria de assistir a série. Portanto, corra!



Sobre Ariano Suassuna




"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."

Como boa nerd/ péssima atleta que sou, passei todo o Ensino Fundamental dando um jeito de fugir das aulas de Educação Física. Para isso, me escondia nos corredores da biblioteca da escola. Foi lá que li boa parte de Harry Potter, me apaixonei por Clarice Lispector e descobri Machado. Mas, entre tantos livros, um se destacou.

Não tinha assistido ao filme quando encontrei no cantinho de uma prateleira O Auto da Compadecida. Assim, como quem não quer nada, comecei a ler. E foi amor desde a primeira linha.
É impressionante a maneira como Suassuna constrói seus personagens. Por mais distante que realidade do João Grilo fosse da minha, consegui me enxergar naquele nordestino que usava de histórias para se salvar.


Foi tanto amor que decidi transformar O Auto da Compadecida na peça de teatro de fim de ano da escola. E ali, no palco, interpretando João Grilo quando todos esperavam que eu interpretasse Nossa Senhora, foi que percebi o quanto eu amava o teatro, o quanto queria aquilo. O problema é que eu também amava o jornalismo, mas isso é história pra depois...

Hoje quero só agradecer ao Ariano por todas as alegrias que me deu com seus personagens. Que Jesus tenha reservado um lindo lugar pra ele lá no céu!