sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sobre as décadas passadas

Esses dias tava assistindo "Meia-Noite em Paris", que é, para mim, um dos melhores filmes do Woody Allen. A sinopse é a seguinte: tava lá um escritor chamado Gil andando solitário pela madrugada parisiense. De repente, ele é transportado para a década de 20 e encontra vários de seus ídolos, como Scott e Zelda Fitzgerald, Hemingway e Dalí.

Dalí, meu amor!

Aí eu fiquei pensando: "e se fosse comigo, pra onde é que eu iria?"

sábado, 29 de novembro de 2014

Follow my blog with Bloglovin

domingo, 16 de novembro de 2014

Sobre Jeff Buckley

Eu tinha uns 15 anos quando conheci Jeff Buckley. Nesse, que era uma sábado tedioso, acordei, liguei a TV e comecei a ver um programa chamado Alto Falante, que passava na Cultura e falava exclusivamente (pelo que eu me lembro) de rock. Em um dos blocos eles passaram um mini documentário em sua homenagem. Foi amor a primeira vista.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sobre Her

Bom, amo Spike Jonze. E Joaquin Phoenix. E Scarlett Johansson. Então, amei Her -> em cada mínimo detalhe!

Hoje tava ouvindo umas músicas aleatórias quando me deparei com The Moon Song, canção de Karen O. para o filme. A versão da Karen O. é perfeita, mas quero colocar aqui a versão que está em Her, com a Scarlett Johansson cantando maravilhosamente!


E quero compartilhar por motivos de:

Hoje é sexta-feira



O mundo tá precisando de um pouco de doçura!







domingo, 17 de agosto de 2014

Sobre a Mafalda

Digo e repito: se um dia eu tiver uma filha, quero que seja igualzinha a Mafalda. Oh, criança querida!
Obrigada, Quino, por colocar essa fofa no mundo!



<3






segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sobre Vincent



Sempre gostei do Tim Burton, de verdade. Lembro que ~ coincidentemente ~ costumava ter dor de cabeça quando passava Os Fantasmas se Divertem na TV, sendo obrigada a faltar na escola e ficar em casa, enrolada em um cobertor enquanto tomava meu Nescau. Tempos difíceis... 


Por incrível que pareça, mesmo gostando do Tim Burton, não foi em um filme dele que conheci o Johnny Depp. Nem em Piratas do Caribe, como praticamente todo o mundo. Mas isso é pra depois. Quero falar sobre um curta-metragem do Tim Burton que eu auto-intitulo de "Meu pequeno Xodó", mas que é conhecido pelo restante das pessoas como Vincent.

Vincent é o primeiro filme de animação feito por Tim Burton, lá em 1982. Assim como praticamente toda a obra de Burton, ele mescla o lúdico ao sombrio ao declamar (sim, a narração é um poema todo rimado <3) a história de Vincent, um jovem todo esquisito, como foi o próprio diretor. 


Narrado por Vincent Price, lendário ator de filmes de terror (e a voz por trás de Thriller - Mwahahahaha), o curta-metragem é praticamente uma receita de como Tim Burton se utiliza de suas referências estéticas e cinematográficas. Da massa composta por poemas do Edgar Allan Poe aos confeitos formados por filmes de terror B, está tudo lá!

Como eu disse, Vincent é um personagem desajustado, como a maioria dos protagonistas do diretor. Esse, talvez, seja o maior motivo de eu me identificar tanto com o personagem. Acreditem, eu era uma criança estranha, daquelas que parecem ter saído de um desenho animado de gosto duvidoso, e que vivia mais no mundo da lua que no mundo real.

Enfim, Vincent é um filme curtinho, que você pode assistir rapidinho e encher todo o seu dia da fofura dark que só Tim Burton é capaz de proporcionar <3






sábado, 2 de agosto de 2014

Sobre minha música favorita do Chico Buarque

Pra vida <3




O que são os olhos do Chico? O que é a voz do Chico? Que ser humano é esse? Sexta-feira, no Globo Repórter.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre os cabelos de Clementine

Se tem um filme que eu gosto, sendo capaz até de tatuar diálogos, é Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Pelo menos uma vez por bimestre preciso morrer de amores por Clem e Joely. 

<3

Sou louca por roteiros (faço questão de assistir todos os filmes que competem nessa categoria no Oscar, por exemplo) e, sem sombra de dúvidas, Charlie Kaufman é um dos meus roteiristas preferidos. É como se a criatividade daquele homem não tivesse limites. E daí, foi só ele se juntar com o lindo do diretor Michel Gondry pra - bang - surgir o filme que eu uso como base para minha vida!


É difícil explicar a historia de Brilho Eterno sem soltar nenhum spoiler. Isso acontece pelo simples fato dele não ser linear, ou seja, não seguir aquela base simples, porém eficaz, do começo, meio e fim. Daí você pensa -> mas deve ser complicado entender o filme assim, né? E eu te respondo -> o truque é usar os cabelos da Clementine, personagem da Kate Winslet, como linha do tempo. Michel Gondry, eu já falei que te amo hoje? Não? Ah, tá. Eu te amo!

Eu queria muito ser igual a Clementine, sair por aí mudando a cor do meu cabelo. Cabelos azuis são o meu sonho, mas me falta a coragem. Ainda não consegui abandonar o castanho que me acompanha desde quando eu era um bebezinho com bochechas que mal cabiam no meu rosto (não que isso tenha mudado muito).

Sim, tenho medo de mudanças repentinas, apesar de muitas delas já terem me dado excelentes experiências. Meu grande problema são as perdas que elas trazem. Todas as vezes que algo se transformou, pedacinhos de mim ficaram pelo caminho. E se eu precisar deles mais pra frente? E como um post sobre cabelos coloridos ficou tão depressivo?

Vou terminar por aqui, antes que eu comece a chorar enquanto dirijo ao som de Beck. E se não assistiu esse filme, assista. E se quiser pintar os cabelo de verde, pinte! Eu prometo que até o fim do ano vou me desapegar do castanho também...

I need your looooovin' like the sunshiiiiiiiine




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sobre pequenos prazeres

Você já assistiu O Fabuloso Destino de Amelie Poulain? Se não, vá agora assistir. Se sim, sabe que ela tem uma lista de pequenos prazeres. São eles:



1 - Mergulhar a mão em sacas de grão




2 - Partir o queimado do Crème brûlée com a ponta da colher



3 - Fazer ricochetes na água do Canal St.Martin


Sempre que resolvo assistir esse filme é batata, me pego pensando nos meus pequenos prazeres. Bom, aqui vai minha lista:

  • Ouvir minha música preferida tocar no rádio.
  • Tomar sorvete no frio.
  • Soprar aquela fumacinha do chá quente.
  • Banho de chuva no verão.
  • Ouvir meus pais rindo quando assistem filmes de criança.
  • Cantar músicas bregas ao lado das pessoas que amo.
  • Conseguir meditar por pelo menos dez minutos
  • Ficar observando o mundo pela janela do ônibus.
E você, quais são seus pequenos prazeres? (ou, pelo menos, seus pequenos prazeres compartilháveis?)





sábado, 26 de julho de 2014

Sobre Tracy McConnell

Uns anos atrás comecei a assistir How I Met Your Mother de uma forma muito despretensiosa. Hoje posso dizer com toda a certeza: minha série de comédia preferida! Das coisas que amo muito: os conselhos do Ted do futuro, a relação do Marshall e da Lily (como não amar?) e as musiquinhas indies que dão o toque de mestre nos episódios.


Apesar da série ser sobre como Ted conheceu a mãe de seus filhos, pouco descobrimos sobre ela no decorrer das temporadas. Até que, quando tudo parecia perdido pro nosso heroi: tcharã - ela aparece! (insira choros e gritos aqui).

Ai, meu Deus, é ela!
E olha, mesmo ela aparecendo só na última temporada, aprendi tanto com a Mother. Abaixo, alguma das coisinhas que ela me ensinou.

1 - Quando estiver nervosa, sumbitches cookies podem te ajudar.
Nada como manteiga de amendoim e chocolate pra consertar um dia ruim!

Vai um biscoitinho aí?
2 - Companheirismo
"Quando você vomita, eu vomito" -> Tracy sempre muito romântica



3 - Faça algo a respeito do que se quer
Afinal, você quer continuar jogando ou quer ganhar o jogo?



4 - Nem tudo é  justo
Ou, nas palavras da Tracy, há vilões no mundo, mas eles nem sempre pagam pelo que fazem. Você quer acreditar que o carma virá, mas isso não acontece. Enfim, é preciso aceitar que na vida, as vezes, você não terá aquele soco vingador.

Mas, o Ted pode aparecer e fazer justiça!

5 - Para um bom futuro, é preciso desapegar do passado
Desapegar não é esquecer, ok? Mas é comum ficarmos presos ao passado, pensando no que poderia ter sido. Em vez disso, viva.

Pega esse guarda-chuva e vai procurar o Ted, fia.

6 - Memorize os bons momentos
Nunca se sabe quanto tempo as pessoas que você ama estarão ali.


7 - Não sabe o que fazer? Respire três vezes
Precisa de explicação? Eu acho que não.


8 - As vezes você só encontra as coisas
Se essa não é a beleza da vida, eu não sei mais o que é.



P.S. Talvez eu tenha chorado escrevendo essa lista. Mas só talvez.
P.S. 2 - **SPOILER** ----------------------------------
-----------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------
RIP  Mother!












Sobre Penny Dreadful - motivos para assistir essa série incrível!

É muito difícil eu me interessar por filmes e séries que possuem o terror como tema principal. Não acho esse um gênero menor, longe disso, mas sou extremamente impressionável. O engraçado é que quando eu era criança simplesmente amava levar sustos. Hoje em dia, nem tanto :)

Mas, ao ver o trailer de Penny Dreadful há alguns meses atrás, senti que essa era uma série que precisava ser acompanhada de perto. E não estava nem um pouco errada! Abaixo, listo alguns dos motivos para você correr para assistir cada um dos oito maravilhosos episódios:


Vanessa Ives (Eva Green)

Eva Green, que mulher!

Vanessa é a personagem central da trama, uma mulher com um passado misterioso e a habilidade de se comunicar com o sobrenatural.

A atuação de Eva Green é impressionante. Seja em cenas sutis, onde Vanessa fica toda ruborizada ao encontrar Dorian Gray (sim, aquele do retrato), ou em cenas de possessões, ela consegue esfregar todo o seu talento na nossa cara. Mais uma vez (nunca me cansarei de dizer): que mulher!



Roteiro/ Direção

O roteiro de Penny Dreadful é fabuloso! Um beijo pro John Logan, que juntou tudo que há de melhor nas novelas de terror séc. XIX, dando uma aula de como criar uma história nova sobre mitos já existentes sem descaracterizá-los (alô Stephenie Meyer).

Já não bastasse isso, a série tem uma direção primorosa. O que mais me encantou  foi que Penny Dreadful não cai no susto barato. A história é contada por vezes de maneira até lenta, gerando todo um suspense para, no momento certo, nos deixar boquiabertos. 



Grand Guignol

O Grand Guignol era um teatro que ficava na França e tinha como principal fonte de entretenimento peças que mostravam o horror naturalista, tudo com muito sangue. Os personagens retratados nessas peças também eram aqueles ~ das camadas mais baixas ~, que a sociedade daquela época (e a de agora também)  não costumava muito aceitar.

A grade sacada de Penny Dreadful foi resgatar o Grand Guignol para ser o cenário de uma das criações do Dr. Frankenstein, um sujeito que por ser diferente não consegue pertencer a nenhum lugar, sendo aceito somente ali (lembro de uma aula de teatro que a professora falava que tudo o que é pitoresco pertence ao teatro <3)



Os segredos

Absolutamente ninguém nessa série é bom. Mas também ninguém é mau. Todos possuem seus segredos, medos, inseguranças, dualidades, conflitos e tal. Gente como a gente (ou - muito provavelmente, eu espero - não)




Enfim, é possível listar dezenas de motivos para assistir Penny Dreadful, mas você ficaria lendo e esqueceria de assistir a série. Portanto, corra!



Sobre Ariano Suassuna




"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."

Como boa nerd/ péssima atleta que sou, passei todo o Ensino Fundamental dando um jeito de fugir das aulas de Educação Física. Para isso, me escondia nos corredores da biblioteca da escola. Foi lá que li boa parte de Harry Potter, me apaixonei por Clarice Lispector e descobri Machado. Mas, entre tantos livros, um se destacou.

Não tinha assistido ao filme quando encontrei no cantinho de uma prateleira O Auto da Compadecida. Assim, como quem não quer nada, comecei a ler. E foi amor desde a primeira linha.
É impressionante a maneira como Suassuna constrói seus personagens. Por mais distante que realidade do João Grilo fosse da minha, consegui me enxergar naquele nordestino que usava de histórias para se salvar.


Foi tanto amor que decidi transformar O Auto da Compadecida na peça de teatro de fim de ano da escola. E ali, no palco, interpretando João Grilo quando todos esperavam que eu interpretasse Nossa Senhora, foi que percebi o quanto eu amava o teatro, o quanto queria aquilo. O problema é que eu também amava o jornalismo, mas isso é história pra depois...

Hoje quero só agradecer ao Ariano por todas as alegrias que me deu com seus personagens. Que Jesus tenha reservado um lindo lugar pra ele lá no céu!